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Fragmentos de um diário de campo

De todos os instrumentos de apoio ao processo de investigação e à produção de textos académicos, o diário de campo é talvez o mais pessoal e personalizado de todos. Acreditando que nenhum trabalho de campo é susceptível de isentar ou dissociar o investigador (formatado pelo seu objecto de estudo) do indivíduo emotivo, é no diário de campo que registo, não apenas o texto etnográfico, mas também a “desordem” emocional inerente a cada acção ou momento de observação. Sem sentir que tal desfoque ou interfira na objectividade de outras produções, formalizadas segundo as exigências académicas, os textos que aqui apresento, sobrepõem, intencionalmente, essa susceptibilidade do “eu” à racionalidade da “investigadora”. Digamos que se pretende revelar uma outra qualidade do conhecimento, uma outra perspectiva do mesmo saber.
Ana Clara Guerra Marques
(ACGM)
Abril de 2005:

Saberes

O Museu

Janeiro de 2006:

link Obrigada Maleka Obrigada, Maleka!

Coincidencias Coincidências

Fevereiro de 2006:

link Obrigada Maleka Um momento quase efémero

link Obrigada Maleka As ‘mamãs’ do Wino wa Cikota

 

 

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